terça-feira, 23 de outubro de 2012

Agendamento médico Web

Muito interessante! A evolução tecnológica agora a serviço dos pacientes.

Fonte TI Inside

Pesquisa traça perfil dos usuários que agendam consulta pela web
segunda-feira, 22 de outubro de 2012, 16h46

O serviço de agendamento de consultas médicas pela internet vem ganhando cada vez mais adeptos. De uma maneira geral, as mulheres se mostraram mais conectadas a essa nova tecnologia dos que os homens, sendo responsáveis por 57% dos agendamentos. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo YepDoc, que traçou o perfil das pessoas que agendaram consultas médicas por meio do site no período de junho a agosto de 2012.
O levantamento do YepDoc aponta que os usuários de 25 a 34 anos são os que mais utilizam o serviço, sendo responsáveis por 35% dos agendamentos no período. Na segunda posição estão os adultos de 45 a 54 anos (24%), seguidos pelo grupo de pessoas acima de 55 anos (21%) e jovens de 18 a 24 anos (20%).
"Observamos uma participação crescente dos agendamentos realizados por pessoas com mais de 55 anos. Isso mostra que a 3ª idade está por dentro das novidades tecnológicas e disposta a mudar hábitos antigos para tornar a vida mais prática", aponta Guilherme Pizzini, um dos fundadores do YepDoc.
Outro dado que chama a atenção é que 60% dos agendamentos foram realizados fora do horário comercial.
Desde que iniciou suas operações na cidade de São Paulo, no mês de abril, o site YepDoc tem aumentado o número de profissionais da saúde cadastrados e dispostos a utilizar a ferramenta de organização de agenda e contato com seus pacientes. A quantidade de horários disponíveis para consulta hoje já ultrapassa a marca de 300 mil.
Para agendar uma consulta, basta acessar o site, selecionar o tipo de profissional da saúde, localização de preferência e o plano de saúde atendido. A plataforma irá exibir uma lista com nomes de médicos no perfil procurado e seus horários disponíveis para consulta. O paciente pode escolher o horário mais adequado e agendar a consulta em alguns cliques. A ferramenta ainda envia automaticamente mensagens por e-mail e SMS alertando o profissional da saúde e o paciente 24 horas antes do agendamento.
A expectativa dos criadores do YepDoc é que até o final do ano os pacientes tenham à disposição mais de 800 mil opções de horários para consultas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Enxurradas de e-mails

Fonte: HSM.com.br
 
Acadêmico destaca atitudes gerenciais que precisam ser reanalisadas para evitar caixas de entrada abarrotadas e horas perdidas com respostas e encaminhamentos

As empresas se esforçam: fazem campanhas de conscientização, distribuem manuais, estabelecem regras, desenvolvem workshops sobre como utilizar de forma eficiente essa ferramenta de comunicação chamada e-mail. Mas a caixa de entrada insiste em permanecer abarrotada. Por isso, horas são dedicadas a responder às mais diversas solicitações – de troca de informações necessárias ao trabalho a questões comportamentais. Mas o problema persiste: por que dispendemos tantas horas do dia a dar vazão aos e-mails? Será que é possível melhorar essas estatísticas?

O volume de e-mails deixou de ser uma questão somente técnica, com regras de uso baseadas na etiqueta e no bom-senso. Adotar o gerenciamento eficaz deles é parte importante na tentativa de racionalizar o uso desse meio de comunicação. Mas não é a única alternativa. É preciso analisar, com critério e profundidade, se é possível melhorar esse fluxo. Quando nos dispomos a realizar esse exercício, acabamos identificando problemas gerenciais que precisam de tratamento adequado. Apenas definir regras disso ou daquilo é gerenciar com base no sintoma e não na causa do problema.

Essa questão me chama atenção há algum tempo e aproveitei um conjunto de seminários para empreender uma pesquisa. Cerca de 115 líderes, de médio escalão, atuando em grandes empresas, responderam a duas perguntas: quantos e-mails recebiam, em média, que precisavam de algum tratamento e quanto tempo dispendiam diariamente para respondê-los. Os resultados assustaram: a média diária de e-mails que precisam de algum tipo de tratamento – responder, analisar ou encaminhar – superou os 100. Em geral, esses profissionais consomem cerca de 3,5 horas de seu dia nessa atividade. Não raro, há relatos de profissionais que consomem até 5 horas entre respostas e encaminhamentos de e-mails.

Essa situação nos alerta para algumas habilidades gerenciais importantes, que precisam ser reanalisadas, tendo como foco os seguintes pontos:

1. Deficiências na escolha do canal de comunicação

Não temos dúvida de que a comunicação é um dos gargalos das empresas. Uma competência essencial para um líder ter sucesso é escolher o canal correto para transmitir e trocar informações. Não dá para tratar tudo por e-mail. É preciso compreender do que trata o conteúdo da mensagem e qual o contexto em que essa informação acontece. Aí, sim, dar a ela um tratamento de canal adequado: por telefone, via mural, em reunião ou ainda, o velho e bom “face a face”.

Engana-se quem acredita que somente os meios mais modernos, como o e-mail, por exemplo, são os únicos que devem ser utilizados. Antigos canais ainda continuam sendo meios de comunicação que precisam ser estimulados. Um caso de benchmarking que tem funcionado muito bem são as pages – páginas criadas em redes corporativas e intranets, utilizadas para propagar informações de uso coletivo ou específico a um grupo. Essas páginas podem ser vinculadas a programas de e-mails ou redes colaborativas. Elas facilitam a comunicação grupal e, consequentemente, diminuem o fluxo de mensagens na caixa postal.

2. Planejamento inadequado

Gestores que planejam adequadamente suas atividades e de suas equipes tendem a administrar melhor sua rotina e passam a utilizar ferramentas de gestão para trocar informações. A utilização de fluxogramas de processos, cronogramas de acompanhamento, planilhas de análises, cotações e quadro de distribuição de atividades são alguns exemplos de ferramentas que auxiliam na gestão da informação. Quando bem elaborados e disponibilizados a grupos de trabalhos, departamentos ou membros de projetos, reduzem significativamente o uso de e-mails. Os envolvidos passam a recorrer a esses meios para buscar as informações de que precisam.

Essas ferramentas, além de importante forma de compartilhar informação, contribuem para o alcance dos resultados almejados. Planejar é decidir por antecipação. Consequentemente, ao utilizar essas ferramentas, tenderão a diminuir os temidos “urgentes” dos e-mails.

3. Delegação inadequada ou falta de delegação

Definir corretamente os critérios, antes de delegar uma atividade, escolher adequadamente quem irá executar e como será realizada a tarefa são componentes fundamentais da estratégia para diminuir o fluxo de e-mails das caixas postais. Para tanto, é preciso ter claramente definidos, a todos em uma equipe, em seus diversos níveis hierárquicos, as respectivas autonomias e responsabilidades.

Durante a pesquisa, observou-se que a busca pelo perfeccionismo extrapola os critérios de “quem deve fazer o quê”. Foram expressivos os comentários sobre a necessidade das informações serem repassadas aos superiores, o que demonstra claramente falta de confiança mútua. Essa prática, caracterizada por centralização do poder e tomada de decisão, emperra a autonomia e gera trocas desnecessárias de e-mails.

4. Medo de errar

Apresentou-se como uma importante dificuldade observada durante a pesquisa. A aversão ao risco faz com que as pessoas disparem e-mails sobre tudo e a todos. De um lado, está o medo de tomar uma decisão e depois ser culpado, caso a decisão não esteja correta ou de acordo com os padrões. Nesses casos, os líderes optam pela segurança e buscam aval de seus superiores, mesmo em seus níveis de autonomia. E, ainda, medo de serem responsabilizados por não informar alguém. Na dúvida, e-mails a todos! Afinal de contas, melhor sobrar do que faltar! E ali está, mais um e-mail a ocupar a caixa de entrada.

Considerações finais

Esses quatro pontos analisados são aspectos que merecem especial atenção na análise do fluxo de e-mails. São questões comportamentais que se sobrepõem às técnicas. Fazer com que líderes e liderados reconheçam essas fraquezas e trabalhem para revertê-las, evita retrabalho, a sensação de “faço, faço e sempre estou abarrotado de trabalho”, além de diminuir a ansiedade. Mas, principalmente, dá tempo ao líder para realizar o que lhe compete por excelência: suas atividades importantes.

Uma caixa postal “gritando” para ser esvaziada não pode ser motivo para renegar o planejamento primordial do setor, o treino e desenvolvimento de sua equipe, estudo de novos métodos de realização do trabalho, acompanhamento das tarefas e pessoas ou formas de contribuir com o desenvolvimento da empresa.


Carlos Eduardo Dalto, o professor Dalto, é administrador e mestre em marketing pela Universidade Estadual de Londrina. Atua como professor dos MBAs em Gestão de Projetos e Comercial da Fundação Getúlio Vargas. É também consultor do Instituto MVC/São Paulo em Liderança e Negociação e diretor de Educação Corporativa da METHODOS.

Portal HSM
10/10/2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Banda Larga 0800

Olha que interessante esse projeto do Governo.
Pode revolucionar o uso do celular para internet nos proximos anos.

    Banda Larga 0800

Bem vindo ao projeto de teste da Banda Larga 0800! Para a realização desse projeto, o Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do GDF, escolheram moradores da cidade de São Sebastião-DF, e você foi selecionado para testar esse novo serviço.

Sua participação é muito importante e pode nos ajudar a desenvolver um modelo de Internet gratuita para celular.
   
Nesse novo modelo, o consumidor poderá acessar a Internet usando o seu celular sem que para isso seja necessário contratar um pacote de dados junto à prestadora do serviço. Funciona da mesma forma que os serviços 0800 existentes atualmente: quem pagará a conta não é a pessoa que acessa o site, mas sim o proprietário do site. Por exemplo, uma loja que vende produtos pela Internet pode se interessar em prover o serviço de Banda Larga 0800 e, nesse caso, ela pagará para que você acesse o site. Assim, você poderá consultar preços dos produtos ou até mesmo fazer compras pela Internet sem precisar pagar para acessar o site da loja.

Outro exemplo. Órgãos públicos poderão disponibilizar serviços e informações em sites gratuitos, facilitando a vida do cidadão. Aqui você vai encontrar alguns exemplos de informações disponibilizadas por órgãos públicos e que podem facilitar a sua vida se puderem ser acessadas de forma gratuita pelo celular. É o caso da consulta a vagas de emprego, dos horários das linhas de ônibus da sua cidade e da programação cultural do final de semana.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Planejamento tributário é a saída para reduzir impacto dos impostos


sexta-feira, 6 de julho de 2012, 18h21


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O fato de o Brasil ter uma das mais altas cargas tributárias do mundo reforça a necessidade de o empreendedor brasileiro buscar alternativas legais para reduzir o impacto dos impostos nos seus negócios.
A melhor maneira de fazer isso é através do planejamento tributário, o que deve ser feito preferencialmente no segundo semestre, avalia José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e Assessoramento de São Paulo).
Para ele, o segundo semestre é o período ideal para o planejamento da empresa para o exercício seguinte, especialmente na busca pelo regime tributário mais adequado: Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional.
“É um trabalho que precisa ser feito com antecedência, analisando todos os dados corporativos, mês a mês, promover simulações considerando todos os aspectos pertinentes a cada regime de apuração, fazer projeções, analisar o contexto econômico, para só depois escolher o modelo mais adequado”, alerta, lembrando que a opção efetiva é feita uma única vez ao ano, sempre nos primeiros meses.
Outra advertência feita pelo presidente da entidade diz respeito ao chamado “modismo da simplificação”.
“Nem sempre o Simples Nacional é a melhor alternativa, pois em algumas situações pode até mesmo elevar a carga tributária da empresa, dependendo de alguns fatores”, ressalta.
Chapina destaca a importância de uma boa assessoria contábil em um momento tão decisivo, que pode fazer a diferença entre o fracasso ou o sucesso da organização.
“O conhecimento técnico contribui significativamente para uma escolha menos onerosa dentro das possibilidades que a lei permite”, acrescenta.

SPED - Servicos Contabeis

Pesquisa expõe percepção das empresas de serviços contábeis sobre o SPED
terça-feira, 10 de julho de 2012, 15h19


Uma ferramenta de alta complexidade, mas positiva para o Brasil. Essa é a percepção que boa parte das empresas de serviços contábeis tem do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), conforme apurou uma pesquisa com 323 empresas do setor realizada pela Fiscosoft, Prosoft e Systax.
O objetivo do estudo foi identificar a nova rotina imposta às empresas de serviços contábeis e conhecer as mudanças que o SPED tem provocado na relação com os seus clientes.
O fator positivo do SPED foi considerado por 82% dos entrevistados, enquanto o grau de complexidade foi destacado por 48% delas. Mesmo assim, 79% reconheceram já estão se beneficiando da padronização das informações.
A padronização, dizem, possibilita a troca de informações com os clientes e poderá ter reflexos positivos em relação à redução de custos.
De acordo com o levantamento, apenas 4,8% das empresas contábeis não tiveram que investir em troca de software, soluções especificas para validação e auditoria ou treinamento para seus funcionários em função do SPED.
As demais, não obstante os investimentos que realizaram, afirmaram que ainda não conseguiram repassar esses custos aos seus clientes. Para aumentar a qualidade das informações entregues ao Fisco, 62,1% recorreram ao treinamento. A opção consultoria externa foi assinalada por 25,5% das empresas e a adoção de soluções específicas para validação e auditoria, por 44,3%.
A pesquisa verificou que 50% dos arquivos do SPED foram entregues no prazo, mas com erros. Por isso, terão que ser corrigidos. Apenas 12% dos arquivos não demandaram correções por parte das empresas contábeis.
Outro dado preocupante é que 7% dos arquivos não foram transmitidos no prazo e já estariam sujeitos a penalidades pelo descumprimento dessas obrigações.
Entre os módulos do SPED, a EFD-Contribuições foi apontada por 64% das empresas consultadas como a que apresenta a maior dificuldade, seguida da EFD (Escrituração Fiscal Digital), indicada por 28% delas.
A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) figura como o módulo do SPED com o maior número de empresas obrigadas. Já o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), na outra ponta, tem o menor público – menos de 20% dos clientes atendidos pelas empresas de serviços contábeis estão sujeitos a essa obrigação, que é específica do setor de transporte.
Um número preocupante revelado pela pesquisa é que 82% das empresas contábeis precisaram de informações adicionais às entregues pelos seus clientes para cumprir com as obrigações do SPED.
A pesquisa evidenciou, também, que, embora o SPED tenha reforçado a fiscalização, 83% das empresas contábeis não notaram nenhum tipo de fiscalização estadual e federal.
A tão esperada redução da burocracia também não foi sentida por 92% das empresas que participaram da pesquisa.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Os desafios de construir uma marca forte

 

Valorização de intangíveis e adoção de estratégias diferenciadas são importantes passos, segundo Philip Kotler

Colocar-se no lugar do cliente por um dia e promover essa empatia é o aspecto mais profundo do marketing, segundo Philip Kotler. “A marca agrega valor porque o cliente compra também a sensação, o ambiente e por isso é tão imporante saber como ele se sente”, justificou, no primeiro dia do Special Management Program HSM, em São Paulo.

Do ponto de vista do professor, uma marca forte precisa ser:

• Memorável
• Facilmente reconhecida e lembrada
• Significativa, descritiva e persuasiva
• Simpática, divertida e interessante
• Protegível, perante a lei e aos concorrentes
• Adaptável, flexível e realizável
• Transferível, na categoria de produtos e entre categorias, além de entre fronteiras geográficas e culturais.

Como chegar a isso?

Hoje, tudo pode receber uma marca: produtos de consumo, industriais, serviços, varejistas, corporações, pessoas, lugares e commodities. De acordo com o estudioso, existe uma tendência da gestão da marca pessoal ou de um lugar. “A Irlanda, por exemplo, criou um ministro de marketing para gerenciar iniciativas como atrair turistas, empresas e aumentar as exportações de produtos”, comentou.

Kotler afirmou que para construir uma marca forte é importante valorizar os ativos intangíveis da empresa como os funcionários, a base de clientes, os parceiros e o capital intelectual. “O próprio significado da palavra ‘brand’ remete a isso porque a marca deve ser acreditável, relevante, adaptável, imbuída de narrativa e diferenciada”, destacou.

Uma marca forte, na visão do estudioso, precisa tomar para si um conceito. “Ela pode ter o nome dos fundadores, descritivos, inventados, siglas ou metáforas, mas uma marca deve ser mais que um nome, um slogan e um logotipo. Precisa ter identidade, criar uma espécie de mantra”, detalhou, acrescentando que os grandes construtores de marca são os funcionários e as operações, ou seja, o desempenho da empresa, não suas comunicações de marketing.

Construindo um diferencial

A construção do diferencial de uma marca pode ocorrer por meio da consistência, customização e conveniência, conforme explicou o palestrante: “Isso se dá tanto em produtos (contole de qualidade, equiparação e embalagem) quanto em serviços (confiabilidade de fornecimento, conhecimento de aplicações e assumir responsabilidades)”.

Entre as ferramentas para construção de uma marca, Kotler citou a publicidade, patrocínios, clubes, visitas à empresa, feiras, exposições, pontos de distribuição, pontos de comodidade para o público, causas sociais e formação de comunidades para os usuários. Outro ponto importante é o branding narrativo, que consiste em utilizar boas histórias por meio das novas mídias como sites, blogs, vídeos, podcasts, entre outros conteúdos que possam ser gerados pelos usuários dos produtos. “Nesses casos o que se almeja é a adesão”, disse.

Bolha das marcas

Às vezes, é necessário fazer coisas novas para chamar a atenção. “A Coca-Cola, por exemplo, usou esse recurso chamando atenção para suas iniciativas porque a marca já estava madura e não empolgava mais”, lembrou o professor, explicando, em seguida, que as bolhas acontecem por causa da supervalorização de ações, da incursão de marcas próprias e da devoção por marcas irresistíveis, como a Apple.

Estratégias para o caos

Segundo Philip Kotler, encontrar ideias inovadoras é não ter limites para imaginar novas possibilidades

Há momentos na vida de uma empresa em que nota-se um retorno menor nas estratégias de marketing. Cenários externos, como crises econômicas, demandam adaptações e criatividade para imaginar novas possibilidades, conforme explicou Philip Kotler, no Special Management Program HSM, em São Paulo.

O “guru” alertou que é prudente ter cuidado, por exemplo, com a estratégia de reduzir preços. “Quando o concorrente faz isso, a empresa precisa agregar valor ao seu produto, criar um benefício novo para o cliente e manter o preço. Bons profissionais de marketing devem ser criativos para encontrar a solução num momento como esse”, explicou, antes de alertar: “Cortar qualidade também não é uma opção. Seu consumidor fiel vai perceber a mudança drástica e você pode perdê-lo para sempre”.

Empresas duradouras, segundo o especialista, sabem lidar com essas situações e têm como principais características a postura conservadora em relação a finaciamento, sensibilidade para notar o que acontece ao seu redor, consciência da sua identidade e tolerância a novas ideias. Além disso, priorizam valorizar as pessoas (não os ativos), ter um controle e direção mais soltos, bem como focar no aprendizado e se envolver mais com a comunidade.

Esses pontos são a base estratégica para vencer uma situação de caos e criar um sistema de alerta antecipado. “Saber o que pode acontecer com a sua empresa e com o seu setor faz parte de um planejamento estratégico”, ponderou, destacando, no entanto, que isso não significa criar uma situação de pânico, mas sim nomear pessoas para conhecer bem a concorrência e buscar informações sempre.

Contar com especialistas em novas tecnologias e com profissionais que saibam identificar os interesses de consumidores e clientes também são características importantes, assim como ter pleno conhecimento de leis e regulamentações pertinentes ao segmento em que a empresa atua. “Isso é importante para indicar um sinal vermelho, evitar ruídos e filtrar só aquilo que realmente interessa e que merece preocupação”, afirmou.

O próximo passo, ainda dentro da previsão de situações de caos, é o planejamento de cenários. “Reúna profissionais sêniors da sua empresa e peça que dediquem um dia ou um final de semana para pensarem juntos no que está acontecendo na empresa, no segmento que atuam e no mundo”, aconselhou. Segundo Kotler, isso torna possível apostar no cenário mais provável e pensar no que fazer se o pior cenário acontecer. “É um pensamento condicional, um planejamento de contingência extremamente necessário. Imaginar situações fora da rotina ajuda a se preparar para tudo que pode acontecer”, reforçou.

União: marketing + financeiro

O sucesso nos negócios, para o estudioso, está baseado em duas competências: financeira e de marketing. “Se você tem recursos financeiros e competitividade está no caminho do sucesso. À medida que você amplia a sua fatia de participação no mercado, deve avaliar se o custo desse aumento não é maior que o retorno que vai adquirir”, disse aos executivos que o assistiram em São Paulo.

Uma empresa líder em um setor deve sempre observar o que a concorrência está fazendo para alcançá-la e é necessário, a partir disso, visualizar um mercado maior. “Pense para onde pode crescer. Se conhece muito de um mercado, você pode atuar em outros setores do mesmo segmento”, sugeriu.

Para melhorar a produtividade do marketing e, ao mesmo tempo, otimizar o aspecto financeiro, Kotler, tem três dicas:

• Remunere agências de publicidade com base no desempenho
• Substitua canais de maior custo por outros com custo menor
• Invista nas redes sociais e na automação do marketing

Por fim, como a grande dificuldade da maioria das empresas, na opinião do estudioso, é estabelecer estratégias, ele resumiu quatro passos que devem ser colocados em prática:

• Possua algo que seja difícil de copiar
• Construa uma rede mais forte de stakeholders
• Construa uma marca forte
• Estabeleça uma cultura inovadora